Numa moldura clara e simples...

...Sou aquilo que se vê!
;)
Estou aqui novamente, eu mais um dia.
Minha passagem é rapidinho hoje...
Vim deixar dois pequenos poemas que escrevi.
O primeiro fiz a partir de uma carta que fiz para o meu pai (um poema à quatro mãos, que me ajudaram a construir).
O segundo é um esboço daquilo que eu sinto...
E eu fico por aqui...
Estou me sentindo muito bem hoje, obrigada!
PAI hoje eu quero falar!

Faz dias que estou querendo escrever e não consigo.
Tua presença está marcante em mim que eu nem sei explicar por que!
Tenho andado distante, mas se te visse por perto correria para ti, e te daria um abraço bem apertado.
Eu sou muito pequena para entender e te compreender;
Quando eu era bebê, queria tanto te ter...
Os bebês simplesmente querem ser percebidos... Entendes?
Mas se você me desse à mão eu me sentiria mais segura.
Se me ensinasse a andar, me dar um abraço,
Beijar minha cabeça antes de dormir, ser olhada, notada e admirada como sua filha, de repente eu me animaria mais...
Por perto estavas, mas tão longe de mim...
Quando chegavas e fazias carinho, eu sei que dizia: "sai pra lá pai, não quero beijo",
Porque era estranho, mas eu quero e desejo estar ao seu alcance...
Pois sei que tudo que querias dizer é que eu sou linda e
falar, "minha filha eu te amo!".
O que falta para ti? Não és culpado!
Não és completo Pai! Perdôo-te!
Porque te faltou alguma coisa... E agora te falta me abraçar.
Alê - 13.07.2009
UM SIMPLES SENTIR...

De um simples sentir voam-se palavras em busca da cura e da vida saudável...
E dessa busca incessante os sentimentos afloram como flores num jardim de primavera, sem medo de falar e sem medo de sentir... Sentir o quê?
Simplesmente sentir vergonha de não poder estar completamente na realeza do seu eu e de ter medo de tentar...
Sentir vergonha de amar de verdade, por medo da rejeição.
Sentir vergonha de receber carinhos e palavras amorosas, e mesmo quando soltam um elogio vem a imensa vontade de chorar... E de novo a vergonha.
Há vergonha quando tudo sai errado, e quando não se tem controle dos próprios sentimentos. E também há vergonha ao acordar pela manhã e não sentir-se alguém, e sim um monstro.
De novo a vergonha quando tudo que se quer sai errado, e quando (nunca) se tem controle dos sentimentos.
Sentir vergonha daqueles que maltratam as pessoas dignas, vergonha por elas... E de ficar chorando feito criança sabendo que os outros poderão chamar-lhe “louca”, embora saiba-se que não é.
Vergonha de imaginar e fantasiar coisas, sabendo do perigo que é misturar fantasias com a realidade.
Sentir medo de não acordar e medo de acordar. Sentir falta de ter medo quando o medo não vem. Sentir medo de sentir felicidade, porque depois dela vem a dor.
E quem se importa com esses sentimentos se ninguém sabe porquê os sente?
Mesmo assim sente-se... A falta de abraços apertados e do carinho de mãe. A falta de um sorriso e de um afago.
A falta de um ombro e de paciência. Falta das noites em que se era pequena e podia correr para o quarto dos pais em busca de carinho e proteção.
Sentir falta de dar gargalhadas verdadeiras, sem ser aquelas imitadas ou distorcidas de realidade.
De correr, pular, brincar e girar feito criança. De brincar no parquinho e sair feliz de lá, que de tão feliz o olhar é deslumbrante.
Sentir vontade de correr livre num campo cheio de margaridas... Mas ao mesmo tempo sente-se vontade de fugir, e de novo a vergonha. Vergonha de sentir vergonha.
Vergonha de si mesmo.
De se olhar no espelho e pensar: Quem sou eu?
Então todo o desespero que se reflete no espelho acreditando que tem solução, e você sorri. Despenteado ao amanhecer, se sorri, mesmo que seja à toa, mas é de verdade.
E se sorri, pelo simples fato de saber que ainda se quer bem e que nada está perdido naquele jardim de primavera.
Alê - 21.07.2009

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oração Puritana

Feliz 2012!!!

Words.