Um dia em Tete
Olá.
Aqui estou mais um dia sem luz (pelo menos estava até a hora em que comecei a escrever esse texto).
Vim do centro agora com a minha amiga Gi. Como sempre a fila na ponte estava um caos. Na ida para o centro foi super tranquilo: a hora que chegamos os carros estavam indo, um atrás do outro em direção ao nosso querido centro. Na volta só estresse. “Estresse” entre aspas, foi muito engraçado isso sim. Nós fizemos todas as nossas comprinhas, eu achei coraçãozinho de galinha para churrasco (vê se pooode isso em Tete, só por milagre mesmo) e comprei sei lá, ums três sacos que equivalem a uns 3 kilos (era tudo o que tinha no mercado). Detalhe: Eles não estavam em “pedra” e sim descongeladinhos. Depois fomos felizes comprar camarão: Camarão aqui é uma delícia, eles são tão gigantes que parecem lagosta, e eu não estou brincando... Vou tirar uma foto para vocês verem. Mas enfim, os que a gente comprou são uma delícia mas não são gigantes não. Colocamos tudo dentro do carro, nossas comprinhas lindas e fomos para a pastelaria comer alguma coisa. Não preciso dizer o nome da pastelaria porque ela é a única que tem no centro da cidade... Ou melhor dizendo: Em Tete inteira! Então, fomos felizes comer na padaria vendo no relógio mais ou menos a hora que a ponte abria para o nosso lado. Outro detalhe: da pastelaria dá pra ver o movimento da ponte.
Tudo bem, sentamos na pastelaria, chamamos o menino que nos atende e pedimos 4 bolinhos primavera e 4 rissóis (aqui se chama assim, e não Risólis) de camarão. Nós não somos esfomeadas, é que eles são pequenos mesmo... pedimos também um suco de Ananás com Côco (não existe suco natural aqui, só de caixinha, vidrinho, enfim). Nós duas conversando e preocupadas com o horário por causa que tinhamos que pegar a ponte assim que ela abrisse, passaram 10 minutos e o menino veio e falou: “olha, não temos nem bolinhos nem rissóis”. Gente!!! 10 minutos depois que sentamos e fizemos os pedidos ele disse que o que pedimos não tinha! Um absurdo! Só aqui em Tete. De qualquer forma reclamar como? A nossa única esperança era a pastelaria.
Então, pedimos um croissant com queijo. Comemos. A fila andando lááá de longe, e a gente vendo. Pedimos os doces. Mandamos ele colocar o doce na sacola + pães. Ele colocou e a fila parou de andar, ou seja, o lado que a gente ia pra nossa casinha querida fechou! Eu e a Gi desistimos. Tiramos os doces da sacola e comemos ali mesmo. Decidimos dar mais uma volta na cidade, numa lojinha chamada PEP – tipo C&A de Moçambique. J Quase que um shopping pra gente!
Até aqui tudo ok. Comprei umas besteirinhas pra comer, a Gi também, e fomos procurar uma agropecuária para comprar a ração do Piculuxo (coelho de estimação da Gi). Não encontramos a agropecuária. (Eu disse, aqui não tem nada comparado com a vida em Floripa). Então, era hora de ir embora. Nosso carro ficou sem ar condicionado, num calor insuportável e sol das 13h que só aqui em Tete consegue fazer! E a fila? Andou... Andou... E andou... Faltando sete carros ela simplesmente parou. E paramos junto. Ficamos meia hora a mais, paradas, com nossos corações de galinha e camarão dentro do carro, num sol de 40º às 13h da tarde de hoje. Ah! Sem ar condicionado!
O que fizemos? Descemos do carro, fomos para uma sombrinha de uma árvore, e tiramos foto da pracinha, da fila, da ponte e eu fiz um vídeo super comédia da Gi contando nossas aventuras.
Se foi divertido, foi. Mas vim contando as horas pra chegar em casa, guardar as coisas no congelador e ir tomar um super banho depois internet. Nada de banho, nada de internet, por que? Faltou luz!
E assim a aventura continua em Tete... E detalhe: agora eu tenho meu lápis para fazer anotações no meu caderninho de sentimentos e emoções que custou 13 meticais. R$ 1,30: caderno. R$ 0,08: 10 lápis.
A vida continua...
Bye!
110820091441
Aqui estou mais um dia sem luz (pelo menos estava até a hora em que comecei a escrever esse texto).
Vim do centro agora com a minha amiga Gi. Como sempre a fila na ponte estava um caos. Na ida para o centro foi super tranquilo: a hora que chegamos os carros estavam indo, um atrás do outro em direção ao nosso querido centro. Na volta só estresse. “Estresse” entre aspas, foi muito engraçado isso sim. Nós fizemos todas as nossas comprinhas, eu achei coraçãozinho de galinha para churrasco (vê se pooode isso em Tete, só por milagre mesmo) e comprei sei lá, ums três sacos que equivalem a uns 3 kilos (era tudo o que tinha no mercado). Detalhe: Eles não estavam em “pedra” e sim descongeladinhos. Depois fomos felizes comprar camarão: Camarão aqui é uma delícia, eles são tão gigantes que parecem lagosta, e eu não estou brincando... Vou tirar uma foto para vocês verem. Mas enfim, os que a gente comprou são uma delícia mas não são gigantes não. Colocamos tudo dentro do carro, nossas comprinhas lindas e fomos para a pastelaria comer alguma coisa. Não preciso dizer o nome da pastelaria porque ela é a única que tem no centro da cidade... Ou melhor dizendo: Em Tete inteira! Então, fomos felizes comer na padaria vendo no relógio mais ou menos a hora que a ponte abria para o nosso lado. Outro detalhe: da pastelaria dá pra ver o movimento da ponte.
Tudo bem, sentamos na pastelaria, chamamos o menino que nos atende e pedimos 4 bolinhos primavera e 4 rissóis (aqui se chama assim, e não Risólis) de camarão. Nós não somos esfomeadas, é que eles são pequenos mesmo... pedimos também um suco de Ananás com Côco (não existe suco natural aqui, só de caixinha, vidrinho, enfim). Nós duas conversando e preocupadas com o horário por causa que tinhamos que pegar a ponte assim que ela abrisse, passaram 10 minutos e o menino veio e falou: “olha, não temos nem bolinhos nem rissóis”. Gente!!! 10 minutos depois que sentamos e fizemos os pedidos ele disse que o que pedimos não tinha! Um absurdo! Só aqui em Tete. De qualquer forma reclamar como? A nossa única esperança era a pastelaria.
Então, pedimos um croissant com queijo. Comemos. A fila andando lááá de longe, e a gente vendo. Pedimos os doces. Mandamos ele colocar o doce na sacola + pães. Ele colocou e a fila parou de andar, ou seja, o lado que a gente ia pra nossa casinha querida fechou! Eu e a Gi desistimos. Tiramos os doces da sacola e comemos ali mesmo. Decidimos dar mais uma volta na cidade, numa lojinha chamada PEP – tipo C&A de Moçambique. J Quase que um shopping pra gente!
Até aqui tudo ok. Comprei umas besteirinhas pra comer, a Gi também, e fomos procurar uma agropecuária para comprar a ração do Piculuxo (coelho de estimação da Gi). Não encontramos a agropecuária. (Eu disse, aqui não tem nada comparado com a vida em Floripa). Então, era hora de ir embora. Nosso carro ficou sem ar condicionado, num calor insuportável e sol das 13h que só aqui em Tete consegue fazer! E a fila? Andou... Andou... E andou... Faltando sete carros ela simplesmente parou. E paramos junto. Ficamos meia hora a mais, paradas, com nossos corações de galinha e camarão dentro do carro, num sol de 40º às 13h da tarde de hoje. Ah! Sem ar condicionado!
O que fizemos? Descemos do carro, fomos para uma sombrinha de uma árvore, e tiramos foto da pracinha, da fila, da ponte e eu fiz um vídeo super comédia da Gi contando nossas aventuras.
Se foi divertido, foi. Mas vim contando as horas pra chegar em casa, guardar as coisas no congelador e ir tomar um super banho depois internet. Nada de banho, nada de internet, por que? Faltou luz!
E assim a aventura continua em Tete... E detalhe: agora eu tenho meu lápis para fazer anotações no meu caderninho de sentimentos e emoções que custou 13 meticais. R$ 1,30: caderno. R$ 0,08: 10 lápis.
A vida continua...
Bye!
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