A Arte de Mudar...

Mudar, ser diferente, quebrar paradigmas, sair da zona de conforto, ser aquilo que se quer ser e ainda não se conseguiu.
Na segunda-feira da semana passada empacotei minhas coisas para mudar de casa.
Empacotei as roupas, acessórios, maquiagens, remédios, sapatos e sandálias... Tudo aquilo que é meu (e do meu marido) foram para a mala. Meu marido cuidou da parte da cozinha, utensílios domésticos, livros, equipamentos eletrônicos. Foi divertido e ao mesmo tempo cansativo. Afinal, penso que toda mudança requer OBJETIVO TRAÇADO, ESFORÇO, DETERMINAÇÃO.
Para mudar você tem que pensar de uma forma diferente daquilo que estava pensando, desejar também de uma forma diferente, ser ativo, querer!
Mudar de casa também é exercício que requer tudo isso que mencionei acima: quando soube que mudaria de casa – uma maior, mais arejada, mais clara – eu pensei: “Puxa vida! Empacotar, desempacotar, arrumar... Será que desejamos isso mesmo?”... É claro que desejamos! Mas precisávamos sair da zona de conforto. Precisávamos traçar um objetivo: mudar de casa. Nos esforçar: véspera de feriado e ao invés de ir num restaurante, ficar empacotando as coisas. Ter determinação: Já tracei o meu objetivo que é mudar, agora é hora de levantar, sacudir a poeira e seguir a diante.
Será que é isso que nos acontece todos os dias?
Muitas vezes ficamos bitolados a pensamentos e atitudes que não nos fazem bem, que causam desconforto, mas fazemos. Então eu pergunto: Por que?
Qual o mecanismo que faz as pessoas serem diferentes, ou não? Por que é tão difícil mudar de comportamento? Por que as pessoas desistem tão fácil? Por que deixam de correr atrás de um objetivo que só fará bem?
Ora, se algo não faz bem, por que repeti-lo?
Cabe a nós sermos “mudantes”... Claro que não existe esse termo, mas a questão é que a mudança parte de um EU individual, da sua própria vontade e esforço, do seu querer algo novo, e nunca do outro. “Mudante” para “mudar-antes” que algo desagradável aconteça.
Um sábio escreveu que o bem que queremos fazer não fazemos, e o mal que não queremos acabamos por fazer. Será que isso poderemos mudar? Desejo crer que sim, pois busco ser diferente, e nessa busca incessante eu tenho sim que mudar de comportamento e de hábitos para modificar meu antigo EU, e renascer diferente.
Busco mudar meus hábitos alimentares: comer rápido demais, dieta rica em açúcar e carboidratos por exemplo são meu ponto fraco. Não resisto a um bom chocolate ou a uma boa sobremesa. Depois do almoço me da uma vontade “doida” de compensar o alface que comi por chocolate. De duas uma: ou eu como o chocolate e fico arrependida depois (parecendo vício por drogas) ou eu não como, fico com vontade durante duas horas, e depois passa. O legal é que hábitos estão aí para serem mudados se desejarmos realmente, se tivermos persistência. Tudo é hábito.
Mas por que é tão difícil mudar de hábito?
Infelizmente essa pergunta é difícil para eu responder, mas penso que as pessoas tem resistências naturais para a mudança: o medo do fracasso, a incerteza do futuro, a insegurança, a dificuldade para continuar...
Quantas voltas eu mesma dou num único problema: tem uma coisa que me deixa aflita, triste, nervosa, mas que eu sempre faço. Sempre reclamo e penso: por que fiz? Mas isso não é suficiente e volto a repetir. É algo mais forte que eu e que não consigo explicar.
Me machuco, sofro, não mudo – volto a repetir.
Da onde penso que pode vir minha resistência a mudança? Vem de mim mesma.
Quem pode quebrar essa resistência? Eu sozinha está difícil. Eu com meu terapeuta também (ele está cansado de ouvir as mesmas reclamações, “mas eu tenho jeito”!!). Quando me pego muito ansiosa para fazer algo que não gosto e que me deixa mal eu converso seriamente com Deus, mais ou menos assim: “Deus, me livre disso... Paizinho, será que sou tão boba assim ao ponto de repetir isso e me causar tanta dor? Acaso sou chicote para mim mesma? Onde está teu amor em mim? “... E respiro fundo e realmente passa... Passa por 15 minutos, e eu tenho outro diálogo com Deus... e assim por diante até esquecer do assunto.
Mas por força desse hábito, UM DIA eu serei completamente livre desses meus vícios que não suporto! Afinal, os vícios não são EU.
Bem, falei de mais. Mas acredito que algum dia serei a mudança que desejo... E estou pelejando (com Deus) para isso. Em breve darei notícias da minha mudança surpreendente e serei mais feliz por isso! rs...
No mais minha casa está cada dia mais linda e menos bagunçada.
Quem quiser visitar não tem nome da rua (aqui as ruas não tem nome), mas fica no bairro Matema, em Tete, Moçambique, na África!
Um abraço,
Eu.
110920102056
(Obrigada aqueles que ultimamente tem deixado recados no meu blog. Não respondi porque tenho problemas com a internet, mas tentarei na próxima...)
Parabens pelo artigo. Como é agradável ver as pessoas crescerem a partir de suas próprias descobertas.
ResponderExcluirUm abraço
Custodio
Não mudamos facilmente porque demoramos a perceber e assimilar a importância disso. Na verdade, a maioria de nós só muda se isso apresentar uma vantagem significativa. Quase nunca se muda porque é importante mudar. Emil Zatopek disse: “Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu não modifica suas opiniões.” Quase concordo com ele. Na verdade, eu acrescentaria apenas uma forma do verbo: “Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu ou quer aprender não modifica suas opiniões.” Pois, se é verdade que quem aprende de verdade muda, é verdade do mesmo tamanho que quem muda aprende muito! A primeira expressão é uma necessidade; a segunda, um desafio!
ResponderExcluirUm abraço. Marcelo Bandeira