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"Nada há fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem."
"...tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas?"
"...o que sai do homem isso contamina o homem, porque o interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem".

(Marcos 7:14-23)


Qual o sentido disso?


Moramos hoje no mundo.
Eu moro longe da minha casa "original" e estou no que alguns consideram "mundo paralelo".
Estou no meio de feitiçaria, depressão, ataques do pânico, pessoas alcoolizadas sem se darem conta do perigo que é, drogas, confusão, maridos traindo mulheres e mulheres traindo maridos, falta de amor próprio, necessidades de ter um outro para suportar uma dor que vem de dentro.
Ora, onde não tem tudo isso que citei acima?
Mas aqui é tudo mais impactante, tudo mais ao extremo... Diria assim, tudo a flor da pele!
As pessoas agem por impulsos se justificando com necessidades que realmente tem, mas que se se conhecessem melhor talvez supririam as necessidades de outra forma.
Alguns sentem saudade da família e bebem por isso.
Outros sentem saudade da família e fazem outra família aqui.
Tem outros que nem sentem nada e exatamente por isso arrumam justificativa para sentir alguma coisa arrumando confusão.
Outros se acham reis, ricos, vividos, experientes, inteligentes, interessantes, pegadores... Mas são doentes por dentro... Pois como diziam há anos atras O QUE CONTAMINA O HOMEM É O QUE SAI DE DENTRO... Dentro pra fora... E não de fora pra dentro.

As pessoas preocupam-se demais com o outro, com o que está fora, com o que mostrar para o mundo e como aproveitá-lo da melhor maneira... Pena que a melhor maneira é na verdade a pior...

Há morte, há ódio, há dor, há medo, há ansiedade, há confusão - por dentro.
No interior passa-se todo tipo de sentimento. O que você tem jogado no mundo? Será que amor? Será terror? (terror de uma vida insana)
Será que tens contaminado os outros ao redor com coisas boas ou ruins?
Será que tens cultivado boas sensações e sentimentos dentro de você?
Com o que te preocupas mais? Com os outros, ou consigo mesmo? O QUE TE CONTAMINA MAIS, SERÁ QUE É O MUNDO OU VOCÊ PRÓPRIO?

Confesso ter manias de me contaminar pelo mundo e pior, não conseguir "engolir" direito...
Raiva, mágoas e dores por conta do outro - outro pai, outro mãe, outro irmão, outro sogro, outro cunhado, outro amigo, etc... Mas será que realmente vale a pena? Ou devo seguir mais meus instintos e vontades?
Por ventura devo modelar minhas vontades!!!? Devo me conhecer primeiro e depois ser lançada ao mundo, não o mundo ser lançado a mim, senão não me restará nada a não ser uma pessoa com ódio, com dor, com ansiedades, com medo, etc etc...

Lembre-se que o homem que fere, é primeiramente ferido, o homem que ama é primeiramente amado... Ou melhor: aquele que esbanja sentimentos (sejam eles bons ou ruins) é porque tiveram esses mesmos sentimentos antes. Ninguém dá o que não tem, ninguém oferece o que não pode. Afinal, alguém saberá amar se antes não foi amado? Então começa tudo de dentro - para fora.


Meu maior desejo é que eu, bem como as pessoas que sentem necessidades, possam crescer com sentimentos puros e sinceros e que não tratem a si mesmos como um objeto, ou como um lixo ou como um "parque de diversões para os necessitados", mas que cultivem o amor por sí mesmos, valorizem a família e os amigos, tenham consciência de que um dia a beleza acaba, as paixões se vão e o que ficará é um coração (muitas vezes) partido. Será que vale a pena?

Pense nisso.

Comentários

  1. Feliz Natal e um Ano maravilhoso para você! Você é especial!
    Um beijo carinhoso!
    Lello

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  2. Oi, Lê, bom dia!
    Você aborda uma questão muito interessante: a questão de influenciar (positivamente) ou contaminar (negativamente) o mundo ao redor; ou, ao contrário, ser influenciada ou contaminada por ele.
    Penso que, quando nascemos, estamos cercados de uma roda viva de influências positivas e contaminações. Claro, será feliz quem, em sua infância, estiver mais cercado dos primeiros, pois logo que começar a conviver com outras pessoas (a escolinha das crianças, os ônibus, a televisão) começará um bombardeio muito maior de contaminação que de influência benéfica.
    Talvez, dois versículos mais adequados a essa questão fosses os dois primeiros do capítulo 12 da carta de Paulo aos Romanos. A fonte primária, sem misturas, de influência positiva, é Deus. Sua forma de bolo é a Bíblia. Saem bolos deliciosos de lá. Saudáveis. Fora dela, até há formas boas, mas não perfeitas, pois não são mais de primeira mão, sem misturas.
    A proposta de Jesus é deixarmos que Ele aproxime nossa personalidade, aos poucos, da dele. Isso só pode acontecer se andarmos mais com Ele que com outro ser qualquer. Sem pressa – mas constantemente.
    Um dia, nós nos pegaremos separando pecado de pecadores, altruísmo de egoísmo, prazer verdadeiro de falso prazer, e prazer lícito de prazer condenável. Então perceberemos que, primeiro, o que nos toca já não nos influencia ou contamina; e depois, que o que tocamos pode ser purificado.
    Um beijo carinhoso!
    Um maravilhoso 2011 para você!
    Lello

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