"Quem o poderá compreender? Quem o poderá contar? Que luz é esta que me ilumina de quando em quando e me fere o coração, sem o lesar? Horrorizo-me e inflamo-me: horrorizo-me enquanto sou diferente dela, inflamo-me enquanto sou semelhante a ela. É a Sabedoria, a mesma Sabedoria que bruxuleia em mim e rasga a minha nuvem. Esta encobre-me de novo quando desanimo por causa da escuridão e do peso das minhas misérias.  "Enfraqueceu-se de tal modo na indigência o meu vigor" que não suporto o meu próprio bem, até que Vós, Senhor, que "Vos tornastes compassivo para com todas as minhas iniqüidades", me cureis também de todos os achaques. "Resgatareis pois a minha alma da corrupção, coroar-me-eis na vossa compaixão e misericórdia, saciareis de bem o meu desejo, porque então a minha juventude será renovada como a da águia." "Fomos salvos pela esperança e aguardamos com paciência as vossas promessas. " Ouça, pois, vossa voz em seu interior, quem puder! Eu' clamarei, confiado no vosso oráculo: "Quão magníficas são as vossas obras, Senhor! Tudo fizestes na vossa Sabedoria". É ela o Princípio, e foi neste Princípio que criastes o céu e a terra."

AGOSTINHO

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oração Puritana

Mais uma carta.

AMOR DA VIDA