Crise...

O ser humano tem carências afetivas, não pode mudar outros seres humanos, mas pode modelar o seu próprio comportamento, pensamentos e sentimentos para aquilo que agradar. É tarefa árdua, mas se não der o primeiro passo, se efetivamente não tentar, não conseguirá.
O mundo é desumano. É injusto. É burro. É carente. É iludido. É triste. No mundo há ciúme, há medo, há crises.
Lembro que quando era criança, estava no centro com a minha mãe, e soltei a mão dela e nem percebi. Quando me dei conta que estava SOZINHA fiquei desesperada... Cadê a minha mãe? Então me virei e ví que ela estava por perto, e pensei UFA! Ela me olhou meio desesperada e ao mesmo tempo aliviada e disse "não solta mais a minha mão"... A segurança que eu tinha quando tocava e apertava a mão da minha mãe era confortadora, tranquilizava.
Depois fui crescendo, percebendo que a mamãe não me levava mais no colégio, não vestia roupas em mim, não penteava mais meus cabelos, não andava de mãos dadas comigo no centro. Sim - eu podia fazer tudo isso sozinha... Mas sempre quis ter minha mãe por perto. Me dava segurança, me deixava sem medo algum.
O mundo então apresentou-se de todas as formas que mencionei ali em cima... E eu estava sem a minha mãe, perdida no "centro". Muitas vezes exclamei "eu quero a minha mãe"... e sei que não poderia ter, não para as dores que estava sentindo.
A dor mais dura de todas é a dor da perda.
Vivemos perdendo - eis a certeza.
O que tenho compreendido é que não temos controle sobre o que perdemos. Se é um casaco novo, um guarda-chuva no ônibus, um brinco na rua, uma amizade-colorida, um amor alucinado, uma paixão platônica ou mesmo uma pessoa querida - temos que conviver com as perdas todos os dias até morrer.
Então, com essa (pouca) consciência que tenho hoje, descobri que não adianta eu fazer nada - irei perder alguma coisa. O que me resta então? É curtir o pouco tempo que me resta para curtir aquilo que um dia eu com certeza irei perder.
Curtir os amigos, os pais, o marido, o trabalho, os colegas de trabalho...
Que duro, sim? Eu vou deixar para traz tudo isso Algum dia... e DESEJO deixar lembranças e marcas agradáveis para aqueles que foram perdidos.
Dói perder. Mas dói mais ainda perder e ficar sofrendo.
O luto é fato que tem que acontecer, a elaboração da perda é importante para se ter consciência, analisar, etc... Mas não da para conviver com medo de perder. Ciúme é isso - medo de perder. Mas principalmente a maior dor é SE PERDER. Quando você perde alguém ainda há esperança, mas e quando você se perde, que esperança há?
O meu desejo hoje, é que ninguém se perca... mas que todo dia continue encontrando os pedacinhos de si no mais profundo da alma. :)
1116080810
Oi Alessandra, eu amo o seu blog, então siga.
ResponderExcluirum grande abraço!
Kosmisch
http://pensamientosenelahora.blogspot.com/